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Em tempos de retomada do crescimento, um mercado de capitais forte
e estruturado é condição fundamental para que o Brasil alcance o
tão almejado desenvolvimento sustentável. Dinheiro investido
em empresas listadas na bolsa significa recursos dirigidos à produção,
que consequentemente geram renda e emprego.
Ao contrário do que se possa imaginar,
um mercado de capitais ativo não é impulsionado apenas por grandes
grupos capitalistas. Também é essencial a figura do investidor pessoa
física, já responsável por quase 30% do volume negociado na Bolsa
de São Paulo, segundo dados da Bovespa.
É preciso popularizar o mercado,
esclarecer o cidadão brasileiro sobre as vantagens de se investir
na bolsa para multiplicar a renda pessoal. Nesse
cenário, uma iniciativa que merece aplausos é o recém-lançado
Instituto Nacional de Investidores, que tem entre seus membros fundadores
a FINEP e a Bovespa. A idéia é oferecer aos brasileiros um programa
permanente de educação sobre como investir na bolsa.
A longo prazo, o objetivo é que esse
primeiro estímulo seja um trampolim para o investidor alçar
vôos mais audaciosos. Quem sabe não está sendo criada a legião de
"angels investors" do futuro? Investidores individuais especializados
em aplicar capital de risco em empresas nascentes, os "anjos" começam
a se organizar no Brasil. Em dezembro de 2002, foi fundada a Gávea
Angels, primeiro grupo formado na América Latina. Já com 17 associados,
a organização vem ganhando corpo e, nas próximas semanas, deve anunciar
o primeiro investimento.
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para o e-mail:boletim@capitalderisco.gov.br
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